terça-feira, 29 de setembro de 2026

Reunião comunitária registra cobrança por asfalto e debate sobre autoria de obras


Liderança cita instalação de quebra-mola, relembra dificuldades enfrentadas pela comunidade e cobra do prefeito a pavimentação da rua

Por Marlos Ferreira | Blog do Marlos Ferreira

Uma reunião comunitária realizada durante a noite chamou atenção pelas cobranças relacionadas à infraestrutura de uma rua e pela forma como uma liderança local apresentou as intervenções já realizadas e as melhorias ainda reivindicadas pela comunidade.

Nas imagens, moradores aparecem reunidos enquanto um homem, identificado no contexto da reunião como uma liderança política ou comunitária, fala sobre a situação da via e menciona a instalação de um quebra-mola.

Em determinado momento, ele afirma:

«“Nós fizemos quebra-mola naquela rua.”»

Na sequência, faz referência à situação enfrentada pelos moradores durante o período chuvoso de 2020.

«“Em 2020 não entrava nenhum carro.”»

A fala é utilizada para reforçar a necessidade de novas melhorias na localidade, especialmente a pavimentação da rua.

Cobrança por asfalto

Durante a reunião, a liderança também afirma que o prefeito deverá providenciar o asfaltamento da via e menciona a possibilidade de registrar fotograficamente a obra:

«“Vai ter que fazer o asfalto pra fazer uma foto com a rua dessa.”»

A declaração chama atenção porque coloca lado a lado dois aspectos diferentes da discussão: a necessidade de infraestrutura para os moradores e a dimensão política da divulgação da obra.

A partir das imagens disponíveis, não é possível afirmar, por si só, qual seria a finalidade exata da fotografia mencionada. O trecho, entretanto, levanta um debate recorrente na política local: até que ponto obras e melhorias públicas acabam sendo associadas à imagem de determinados agentes políticos?

Quem realizou cada intervenção?

Outro ponto que merece esclarecimento é a autoria das intervenções citadas durante a reunião.

Ao afirmar que “nós fizemos” o quebra-mola, a liderança atribui a si e ao grupo que representa participação na realização da melhoria.

Em obras públicas, porém, é importante distinguir entre solicitação, articulação, autorização, execução e financiamento.

Uma liderança comunitária pode reivindicar determinada obra, um vereador pode encaminhar uma solicitação, uma prefeitura pode executar o serviço e os recursos podem ter origem no orçamento público ou em outras fontes.

Por isso, para o cidadão, mais importante do que a disputa pela autoria é saber quem foi responsável por cada etapa e de onde vieram os recursos utilizados.

A prioridade é a melhoria para os moradores

Independentemente da disputa política, a questão central apresentada no vídeo é objetiva: os moradores reivindicam melhores condições de acesso à rua.

A pavimentação pode representar uma mudança significativa para quem enfrenta problemas de circulação durante o período chuvoso e poeira durante os períodos secos.

A cobrança por melhorias, portanto, faz parte da participação política e da atuação comunitária.

Ao mesmo tempo, obras públicas precisam ser acompanhadas pela população, com informações sobre projeto, orçamento, execução, prazo e órgão responsável.

Isso permite que o cidadão reconheça quem efetivamente participou da conquista, mas também cobre o cumprimento das responsabilidades de cada agente público.

Da cobrança à fotografia

A frase sobre “fazer uma foto com a rua” é um dos trechos que mais chamam atenção nas imagens.

Uma fotografia de uma obra pode representar, ao mesmo tempo, uma forma de prestação de contas, divulgação de uma conquista ou comunicação política. O vídeo, isoladamente, entretanto, não permite determinar qual dessas finalidades prevaleceria naquele caso.

O fato é que a própria declaração abre espaço para uma discussão legítima sobre como obras públicas são apresentadas à população e utilizadas na comunicação política.

No fim, porém, a questão mais importante para os moradores permanece sendo a mesma:

A rua será efetivamente pavimentada?

Se a obra acontecer, será fundamental que a comunidade também tenha acesso às informações sobre quem executou o serviço, quanto foi investido e qual órgão público ficou responsável pela intervenção.

Porque, depois que a fotografia deixa de circular nas redes sociais, a rua continua ali — e é nela que os moradores continuarão vivendo.

Blog do Marlos Ferreira
Informação local, fiscalização cidadã e espaço para o debate da comunidade.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ADVOGADOS CATARINENSES PROTOCOLAM NO SENADO PEDIDOS DE IMPEACHMENT CONTRA MORAES E GONET

ADVOGADOS CATARINENSES PROTOCOLAM NO SENADO PEDIDOS DE IMPEACHMENT CONTRA MORAES E GONET

Jeferson Rocha, Leandro Maciel e Ralf Zimmer apresentam nesta quarta-feira duas petições independentes contra o ministro do STF e o procurador-geral da República
BRASÍLIA — O Senado Federal recebe nesta quarta-feira (9) dois novos pedidos de impeachment que colocam no centro da discussão institucional o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
As petições são assinadas pelos advogados catarinenses Jeferson Rocha, Leandro Maciel e Ralf Zimmer e, segundo os autores, serão protocoladas simultaneamente às 17h25, em Brasília.
Jeferson Rocha estará pessoalmente no Senado para entregar os documentos e deverá atender a imprensa após o protocolo.
⚖️ UMA ESTRATÉGIA JURÍDICA DIFERENTE
Um dos principais pontos de atenção das petições está na forma como os pedidos foram encaminhados.
Os documentos são dirigidos ao vice-presidente do Senado Federal, e não ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Os advogados sustentam haver uma discussão jurídica sobre a competência para decidir individualmente pela admissibilidade de denúncias por crime de responsabilidade. Na interpretação apresentada pelos autores, essa questão deveria ser submetida à própria instituição, e não resultar exclusivamente de uma decisão individual.
Os requerentes também alegam a existência de impedimento do presidente do Senado, apontando razões que, segundo eles, estão detalhadas e documentadas nas petições.
A tese será agora submetida à análise das instâncias competentes.
🔴 DOIS PEDIDOS, DUAS AUTORIDADES
Apesar de serem apresentados no mesmo momento, os documentos são autônomos.
Um pedido trata especificamente de Alexandre de Moraes.
O outro é direcionado a Paulo Gonet.
Cada petição apresenta fatos, argumentos jurídicos e condutas que os autores consideram suficientes para justificar a abertura do procedimento de responsabilização por crime de responsabilidade.
O protocolo ocorre em um momento de forte tensão institucional envolvendo o STF, a PGR e o Senado.
Nos últimos dias, parlamentares também apresentaram iniciativas contra Moraes e Gonet. A própria Agência Senado registrou pedidos recentes relacionados aos dois. �
Senado Federal +1
A CNN Brasil também noticiou uma ofensiva da oposição, com diferentes pedidos e medidas contra os dois integrantes das instituições. �
CNN Brasil
🇧🇷 CATARINENSES VOLTAM AO CENTRO DO DEBATE
Leandro Maciel e Ralf Zimmer já tiveram participação em um dos episódios mais relevantes da política catarinense dos últimos anos: o processo de impeachment do então governador Carlos Moisés.
Agora, ao lado de Jeferson Rocha, os advogados levam ao Senado uma nova ofensiva jurídica — desta vez envolvendo integrantes do STF e da Procuradoria-Geral da República.
A iniciativa já havia sido antecipada pela imprensa catarinense. �
Blog do Prisco
 “A SOCIEDADE TEM O DIREITO DE CONHECER”
Em declaração sobre a iniciativa, Jeferson Rocha afirma que o objetivo não seria substituir a decisão institucional do Senado, mas provocar a análise dos documentos apresentados.
“Não pretendemos que uma decisão individual substitua a manifestação da instituição. Estamos levando duas petições fundamentadas ao Senado e defendendo que elas tenham o encaminhamento institucional previsto no ordenamento jurídico, com respeito ao contraditório e ao direito de defesa.”
Segundo Rocha, a sociedade também deve acompanhar o destino dos pedidos.
PROTOCOLO SERÁ ÀS 17H25
O ato está previsto para acontecer às 17h25 desta quarta-feira (9), no Senado Federal, em Brasília.
Após a entrega, os autores deverão disponibilizar as versões públicas das petições, os respectivos números de protocolo, comprovantes e registros em foto e vídeo.
O Senado, por sua vez, ainda terá de analisar o encaminhamento dos documentos conforme as regras e competências aplicáveis. O protocolo de um pedido de impeachment não significa abertura automática de processo nem condenação da autoridade alvo.

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