Enquanto muitos contavam os anos, ela contava sonhos.
Enquanto o corpo dizia “desacelere”, o coração dela gritava: “a vida ainda tem muito pra dançar!”
No Conselho Local de Saúde, ela não era só presença…
era voz firme, olhar atento e sorriso que acolhia.
Era daquelas pessoas que não deixavam ninguém desistir — nem da luta, nem da vida.
Mas bastava chegar o São João…
e lá vinha ela — brilhando mais que fogueira acesa —
Rainha da quadrilha Brisa-Luar, girando a saia, espalhando encanto,
provando que a alegria não tem idade… tem coragem.
E quando o carnaval chegava…
ah, o carnaval ganhava outro sentido!
No bloco Cuide Bem de Santana, Dona Carnaúba não desfilava…
ela reinava.
Era a prova viva de que a felicidade é uma escolha diária.
E como se não bastasse…
aos 70 anos, ela fez algo que muita gente jovem não tem coragem:
pegou seus sonhos guardados e disse:
“Agora é minha vez.”
E se formou.
Não foi só um diploma…
foi um recado para o mundo:
Nunca é tarde para começar. Nunca é tarde para ser quem Deus sonhou.
Dona Carnaúba era isso…
um espírito jovem que se recusou a envelhecer,
uma alma livre que fez da vida um desfile de esperança.
Hoje, o céu ganha uma rainha.
Mas aqui na terra…
fica o exemplo.
Fica a saudade.
Fica o riso que ainda ecoa.
Fica a história de uma mulher que não passou pela vida —
ela marcou, iluminou e ensinou a viver.
E nós…
vamos continuar lembrando dela do jeito que ela merece:
com alegria, com coragem…
e com o coração cheio de vida.
Porque Dona Carnaúba não partiu…
ela virou eternidade.
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