Separar não é fácil. Dói, cansa e muda a vida de todo mundo. Mas quando existe filho, a separação não pode virar guerra. Porque quem mais sofre não é o pai nem a mãe. São as crianças.
Depois da separação, os filhos passam a viver em duas casas, duas rotinas e duas famílias diferentes. Isso exige cuidado, diálogo e respeito. Criança precisa de segurança, previsibilidade e amor — não de brigas e gritos por dinheiro.
Guarda não é posse, é responsabilidade
Quando a mãe fica com a guarda, isso não torna o pai um inimigo. O pai continua sendo pai. Ele tem o direito e o dever de conviver, cuidar, educar e participar da vida dos filhos.
Impedir visitas, falar mal do pai, usar os filhos como mensageiros ou ameaçar cortar convivência por causa de dinheiro é errado. Isso machuca a criança por dentro.
Isso tem nome: alienação parental.
E a lei protege as crianças contra isso.
Pensão não é favor, mas também não é arma
A pensão serve para ajudar com comida, escola, remédio e o básico da criança.
Ela não é castigo para o pai e nem instrumento de humilhação.
Cobrar de forma agressiva, com xingamentos, ironias, pressão e desrespeito só gera mais conflito. Quando a mãe cobra assim, o diálogo morre e a criança fica no meio do fogo cruzado.
Material escolar e remédio são importantes, sim.
Mas a forma de cobrar importa tanto quanto o valor.
Briga constante também é violência
Muita gente acha que violência é só tapa ou grito. Não é.
Discussão constante, ameaça, humilhação e desrespeito também adoecem as crianças.
Elas percebem tudo.
Ficam ansiosas, tristes, com medo de perder o pai ou a mãe.
Nenhum valor pago compensa um filho emocionalmente machucado.
Soluções possíveis para o bem das crianças
✔ Conversar com respeito, mesmo sem amizade
✔ Combinar valores e prazos de forma clara
✔ Evitar cobranças na frente das crianças
✔ Usar mensagens curtas e objetivas
✔ Procurar mediação, Conselho Tutelar ou Justiça quando o diálogo acabar
Separar é difícil.
Mas criar filhos em paz depois da separação é um ato de amor e maturidade.
Os filhos não pediram para nascer.
Eles merecem crescer em segurança, com pai e mãe presentes — mesmo vivendo em casas diferentes.
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